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Recebeu alta na quinta-feira (31) o segundo paciente que recebeu um transplante de fígado no RN neste ano. Tendo realizado sua cirurgia no dia 28 de setembro, o paciente se encontra em casa e passa pelo processo de reabilitação com fisioterapia motora, bem como está sendo remediado com imunossupressor, para evitar a rejeição ao órgão transplantado. Além desse paciente, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Central de Transplantes, realizou, na última terça-feira (26), mais um transplante de fígado e o paciente, que vem se recuperando bem, deverá ter alta na próxima semana. Os transplantes ocorrem no Hospital do Coração, instituição do Estado habilitada em transplantes hepáticos pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (MS). Neste ano, o primeiro procedimento havia sido realizado no dia 12 de setembro. Os transplantes de órgãos são inteiramente custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para o transplante de fígado, cirurgia considerada muito delicada, foi necessário montar uma equipe especializada de cirurgiões, clínicos, anestesistas e enfermeiros. A cirurgia foi feita pelos médicos Alexandre Borges e Fernando Lisboa Junior. De acordo com a coordenadora da Central de Transplantes da Sesap, Artenise Revoredo, o credenciamento do Hospital do Coração, em 28 de dezembro de 2012, possibilitou a realização de transplantes de fígado no estado, o que não ocorria há quase cinco anos. Assim, o paciente não precisa mais se dirigir a outro local, onde necessitava permanecer por um longo período, privando-se do convívio familiar, já que esse procedimento envolve não apenas a cirurgia, mas também a realização de exames preparatórios e acompanhamento pós-operatório durante toda a vida do indivíduo. Além de fígado, a Central de Transplantes do RN, criada em 2000, viabiliza transplantes de rim, córnea, medula óssea e coração. A Central é responsável por inscrever potenciais receptores, classificá-los e agrupá-los, de acordo com as medidas necessárias para facilitar a localização e a verificação de compatibilidade. Também comunica ao Sistema Nacional de Transplantes as inscrições de possíveis receptores e recebe notificações de morte encefálica ou outra que possibilite a retirada de órgãos e tecidos para transplante. Segundo Artenise Revoredo, outro importante trabalho realizado é o de sensibilização das pessoas quanto ao processo de doação de órgãos. No primeiro semestre de 2013, o índice de recusa familiar foi de 57% no estado. “As pessoas precisam informar aos seus familiares o desejo de ser um doador, pois eles são os responsáveis por autorizar o ato. Doar significa dar uma nova vida a quem está precisando de um órgão”, afirmou. DADOS - Conforme dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), no primeiro semestre de 2013, o Rio Grande do Norte registrou um total de 48,6 potenciais doadores por milhão da população (pmp), número superior à média do Brasil (44,3 pmp). Já o número de doadores efetivos no estado foi de 13,9 pmp, enquanto que no país foi de 13,3 pmp. Além disso, no RN o número de transplantes renais, nesse semestre, correspondeu a 17,7 pmp, o de córneas a 55,6 pmp e o de medula a 16,4 pmp, o terceiro maior do Brasil. Atualmente no Estado, além das duas pessoas que esperam por um transplante de fígado, há 70 aguardando por rim e 84 por córnea.





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