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Um centímetro de pele para aplicação de dois milhões de células tronco. Essa é a proporção usada pelo cirurgião plástico e cientista Dr. Charles Sá na terceira fase da pesquisa - aplicada na segunda-feira (12) em Natal - com pacientes do projeto que pode revolucionar a medicina nos próximos anos.

Aos 55 anos, a bancária aposentada Iacacy Cortez aceitou participar do projeto e hoje, após quatro anos elogia e destaca os avanços da medicina. "É gratificante saber que com essa pesquisa vai ser possível melhorar a vida de pessoas que precisam dos avanços da medicina", destaca a paciente.

A pesquisa com células tronco pioneira no mundo já tem reconhecimento internacional através do artigo publicado pela maior revista científica de cirurgia plástica do mundo, a Plastic and Reconstructive Surgery. O prêmio será entregue ainda este mês na Califórnia.

O depoimento e narração dos pacientes também fazem parte da etapa teórica da pesquisa. "Além das melhorias na minha pele, me sinto feliz em poder contribuir com o projeto que pode trazer saúde para as próximas gerações", conta a aposentada Edenice de Brito Lopes, de 62 anos. No caso dela, a avaliação do laboratório comprovou que as células tronco se multiplicaram 6 vezes mais do que o volume retirado da pele.

Nesta terceira fase, Dr. Charles Sá detalha os desafios na área científica com a aplicação das células tronco. "As células que foram armazenadas - criopreservadas - através da conservação com resfriamento durante esses quatro anos estão sendo reaplicadas para análise se elas continuam com efeito de elasticidade e rejuvenescimento", frisa o pesquisador.

Os vinte pacientes que participaram das duas primeiras etapas da pesquisa também elogiaram o ganho de volume nas áreas da face (principalmente na área dos olhos e próximo a orelha) favorecendo o rejuvenescimento. "O levantamento científico é direcionado às células adultas com aplicação em seres humanos com o objetivo de rejuvenescimento. E hoje é possível avaliar os bons resultados do projeto", detalha a cirurgiã Natale Gontijo que coordena o projeto na área de pesquisa internacional na Universidade de Veneza, na Itália.

O comerciante e também paciente Expedito Medeiros, após os 55 anos também despertou para a leitura e pesquisa sobre o tratamento de célula tronco. "A pesquisa é importante porque pode ajudar quem precisa de verdade como aqueles que sofrem acidentes ou doenças degenerativas", ressalta.

O método usado pelos pesquisadores promete ser a base para estudo de novos tratamentos tanto estéticos quanto de saúde. "Esse é o primeiro projeto clínico em seres humanos. Com esse projeto abrimos espaço para pesquisas que podem melhorar os tratamentos de queimaduras, atrofia de pele e doenças degenerativas", comenta Dr. Charles Sá.

Os pacientes vão continuar sendo acompanhados pela equipe de médicos pra avaliação dos efeitos da multiplicação das células tronco.

 





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